Todo mundo em pânico


O humor escrachado do Pânico na TV ganha audiência,
começa a fazer barulho nas tardes de domingo e turbina os salários da trupe



Eles chegaram à televisão num clima mambembe, pouco dinheiro para produção e quase nenhum poder para levar celebridades ao programa. Em um ano e meio, a trupe do Pânico na TV, da Rede TV!, soube tirar proveito da adversidade e, com seu humor debochado, conquistou o público e a crítica.

Hoje, não há celebridade que não tema ser alvo das Sandálias da Humildade, grande marca do programa. Luíza Tomé foi a última a calçá-las e a cena rendeu no domingo 29 pico de 15 pontos no Ibope ? a audiência média foi de 9,4. Foi a segunda vez no mês que os números alcançaram esse patamar.


O Ibope, num horário de gigantes como Fausto Silva e Gugu Liberato, impressiona a concorrência. Os maiores destaques, Rodrigo Scarpa, o Repórter Vesgo, e Wellington Muniz, o Ceará, que imita Silvio Santos, foram sondados pela Globo, SBT, Record e Band ? essa última também se interessou pela ex-BBB Sabrina Sato, a única mulher do grupo de oito pessoas liderado pelo radialista Emílio Surita. Mas, por enquanto, eles devem continuar na Rede TV!. Os salários, que antes eram bancados pela Rádio Jovem Pan, onde nasceu o Pânico, é pago pela emissora de tevê desde março. Com o aumento da audiência, a receita triplicou e os salários subiram na mesma proporção.

Os valores variam de R$ 25 mil a R$ 70 mil, mais merchandising. O teto fica para a dupla Vesgo e Ceará. Sabrina vem depois, com uma diferença inferior a R$ 5 mil. O novo contrato de dois anos deve ser assinado a qualquer momento. Eles também faturam entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por hora para participar de eventos. Marcos Aguena, o Japa, deixou o grupo porque a Rede TV! não lhe fez proposta.

Apesar do sucesso, o grupo procura não se deslumbrar para permanecer unido. ?O que procuramos é fazer um programa bom todos os domingos?, diz Surita. ?As reuniões de pauta são feitas em uma churrascaria aos domingos depois do programa, senão não dá tempo. Contamos com a criatividade de todos, do estagiário ao apresentador?, conta o diretor do programa, Ricardo de Barros